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ACOMASUL SE REÚNE COM SEMADUR DE CAMPO GRANDE

A diretoria da ACOMASUL se reuniu hoje com o secretário da SEMADUR de Campo Grande, Luís Eduardo Costa. Pela Associação dos Construtores estavam o presidente Dr. Diego Canzi; o diretor Financeiro Cezar Zanin; o diretor de Normas Legais Ian Yamato, e o construtor Elias.

“Fomos muito bem recebidos pelo secretário que prontamente atendeu os pedidos da ACOMASUL levados até ele”, afirma o presidente da Associação.

Entre as demandas está a situação de reprovação do Habite-se por centímetros de diferença, e melhorias na lei do Alvará Imediato.

O secretário da SEMADUR reforçou a importância de os construtores fazerem o checklist antes da vistoria para evitar problemas.

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INFLAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL DESACELERA

O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve inflação de 1,24% em julho deste ano. Em junho, o índice tinha sido de 2,30%. Agora, o INCC acumula alta de 10,75% no ano e 17,35% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira.

De junho para julho, houve quedas nas taxas de inflação dos materiais, e mão de obra. Os materiais e equipamentos passaram de 1,75% para 1,52%. Já o índice da mão de obra passou de 2,98% em junho para 1,12% em julho.

CONFIANÇA
O Índice de Confiança da Construção avançou 3,3 pontos em julho, para 95,7 pontos. É o maior nível do indicador desde os 96,3 pontos de março de 2014.

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PREVISÃO DO PIB DA CONSTRUÇÃO CIVIL PULA DE 2,5% PARA 4% EM 2021

Um levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) aponta que o PIB do setor em 2021 pode chegar a 4%, o que seria o maior crescimento desde 2013.

Vários fatores contribuem para esta nova estimativa de PIB. Apesar das altas taxas de desemprego, o setor criou entre junho de 2020 e maio de 2021, 317.159 vagas formais. É um crescimento de 15% em relação ao mesmo período anterior. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Especialistas acreditam que este bom resultado está atrelado à redução da taxa básica de juros. A redução da taxa estimulou o crédito, e as pessoas se sentiram encorajadas a tomar crédito para fazer reformas ou construir, o que refletiu na alta da demanda por emprego.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a demanda consistente por imóvel, as baixas taxas de juros e o incremento do crédito imobiliário vão continuar ao final de 2021 e em 2022. Para Martins, com os juros baixos, a prestação pode até ser inferior a um aluguel.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA ACOMASUL

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Custo da construção civil aumenta 19% no Mato Grosso do Sul

Metro quadrado saiu de R $ 1.206,70 para R $ 1.436,37 no intervalo de 12 meses; preços dos materiais para construção desviamam o índice

22/07/2021 08:00 – Súzan Benites

Com o aumento dos custos e a falta de insumos, o setor de construção civil registra alta de 19% no preço médio por metro quadrado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no intervalo de 12 meses, o metro quadrado foi de R$ 1.206,70, em junho de 2020, para R$ 1.436,37, no mês passado.

Como consequência, empresários apontam que o preço final para o consumidor também ficou maior.

O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi-IBGE) aponta que somente o material para construção subiu 27,89%. O valor desembolsado, considerando o metro quadrado, era de R$ 613,77 no ano passado e passou a R$ 785,01 neste ano.

“Somente em 2021 tivemos um aumento de 15% nos materiais. Até mesmo o prazo da indústria para entregar os produtos saiu de 30 dias para 90 dias, e dependendo do produto, 120 dias. O aço, por exemplo, subiu mais de 100%, assim como o piso cerâmico, que mais que dobrou de preço”, aponta o presidente da Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul (Acomasul), Diego Canzi.

“As datas não são cumpridas na entrega de insumos, e, consequentemente, a gente atrasa a entrega para o consumidor”, completa Canzi.

No ano passado, com a paralisação da produção de algumas indústrias materiais, cimento, tijolos e tubulações faltaram no mercado nacional, inflacionando os preços dos produtos.

O presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), Amarildo Melo, afirma que a oferta foi regularizada, mas os preços não caíram.

“Não somos contra o comércio local, mas o aço caiu 25% lá fora e aqui só aumenta, por isso tivemos de importar. Nos outros insumos, como cimento, areia, tijolos e tubulações, tivemos uma regularização da oferta, mas estabilizaram os preços no teto”, avalia.

A mão de obra também ficou mais cara no intervalo de um ano: em 2020, custava R$ 592,93 por m² e, neste ano, passou para R$ 651,36, conforme o Sinapi.

Outro indicador de aumento nos preços é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aponta alta de 2,16% em junho.

O custo com material e equipamentos cresceu 1,84%, e o custo com a mão de obra registrou alta de 2,69%. No primeiro semestre deste ano foi observado um incremento de 9,73% no INCC, o que correspondeu à maior variação para o período nos últimos 26 anos.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, aponta que os aumentos dos materiais são prejudiciais para o segmento.

“Os aumentos continuam, empregos são perdidos e não vemos movimento do governo para melhorar o abastecimento no mercado de produtos para a construção”, afirma.

CONSUMO
Em decorrência dos aumentos do custo para construir, os empresários do setor apontam a dificuldade na hora de comercializar os imóveis, assim como o impacto em obras públicas.

De acordo com o presidente do Sinduscon, é preciso repassar a alta dos insumos.

“O construtor não tem como não repassar para o consumidor final, senão ele não consegue cobrir os custos. A gente percebe o mesmo com as obras públicas, muitas licitações ficam desertas por causa do preço inviável”, analisa Melo.

“É preciso reequilibrar os preços das obras públicas. Corre-se o risco de que obras públicas sejam paralisadas e até mesmo abandonadas e judicializadas”, completa.

Para o representante dos construtores, há um desequilíbrio entre a renda da população e o aumento de preços.

“A nossa grande preocupação agora é que o custo vem aumentando na contramão da renda. Um imóvel que se enquadra no programa Casa Verde e Amarela saiu de R$ 140 mil para R$ 170 mil. Só que o consumidor não teve o mesmo impacto na renda. A parcela do financiamento sobe e inviabiliza o acesso ao produto”, considera Canzi.

CRESCIMENTO
A indústria da construção iniciou este ano com expectativa de crescer 4%, o que corresponderia à sua maior alta desde 2013. Com o cenário apresentado, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor caiu para 2,5% em 2021.

No ano passado, o PIB da indústria da construção foi negativo em 7%. “Nossa expectativa era de que o quadro estivesse estável no segundo semestre, mas não é o que tem ocorrido”, ressalta o titular do Sinduscon-MS.

Canzi também avalia como desafiadoras as perspectivas impostas para o segmento. “A gente vive um cenário bem complicado, sem perspectiva de estabilidade e com aumentos contínuos. Tanto que a maioria dos associados só precificam os imóveis no fim da obra. Um mercado bem difícil de se trabalhar”, finaliza o presidente da Acomasul.

Segundo a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, o setor é essencial para a aceleração da economia brasileira.

“Em um momento em que o País busca acelerar o ritmo de suas atividades, a construção segue enfrentando o desafio de superar a elevação acentuada de seus custos. Esses aumentos podem comprometer o ciclo da sua retomada, pois as construtoras não conseguem absorver altas tão expressivas”, explica.

“Sempre é bom destacar que as atividades do setor são essenciais para que o Brasil possa consolidar o seu desenvolvimento econômico e social”, completa.

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FENAPC TEM VÁRIOS REUNIÕES EM BRASÍLIA POR MEDIDAS PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL

No início desta semana, a diretoria da FENAPC esteve em Brasília onde se reuniu com várias autoridades no Ministério da Economia, Caixa Econômica Federal, Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), e Secretaria Nacional de Habitação.

Para o presidente da FENAPC, João Victor Ribeiro, é fundamental esse contato pessoal para dar continuidade aos temas que vinham sendo discutidos apenas no meio virtual, em decorrência da Covid-19. “Nós nunca deixamos de tratar dos problemas dos construtores, mas a pandemia acabou dificultando um pouco esse contato. É importante retomar essas conversas porque há muitos pontos que precisam de atenção. Há muitas questões técnicas, que são demandas comuns de vários estados e precisam de atenção”, explica.

Os diretores da FENAPC levaram aos ministérios demandas importantes apresentadas pelas associações estaduais de construtores, entre elas a Acomasul. As principais demandas dizem respeito a obrigatoriedade da pavimentação, mudanças no teto do subsídio do programa Casa Verde e Amarela, questões relacionadas à avaliação de imóveis, validade dos laudos e possibilidade de reavaliações.

A diretoria da FENAPC também esteve no gabinete do deputado federal Antônio Pinheiro Neto (PP/MG).O deputado também recebeu as solicitações da Federação e se comprometeu a levá-las adiante, além de pedir uma audiência no Ministério da Economia para discutir as mudanças no Serviço Eletrônico para Aferição de Obras (SERO), uma das principais reclamações do setor no momento.

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ACIDENTES COM ELETRICIDADE EM CANTEIRO DE OBRAS MATAM CENTENAS DE TRABALHADORES

446 trabalhadores morreram em canteiros de obras no Brasil de 2013 a 2020 em decorrência de choque elétrico. O levantamento é da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade). As principais vítimas são pedreiros e ajudantes.

Segundo especialistas, Isso acontece porque muitas construções não atendem aos requisitos mínimos de segurança estipulados pelas normas vigentes no Brasil. São as famosas “gambiarras” que colocam em risco a vida desses profissionais, seja por um conformismo do tipo “isso nunca vai acontecer comigo” ou mesmo por economia com equipamentos de segurança.

A principal medida para evitar acidentes do tipo é a utilização de um quadro de tomadas para canteiros de obras. Ele fornece a segurança necessária para que os profissionais possam trabalhar com tranquilidade, pois é feito dentro das normas de segurança estabelecidas pela lei. Os quadros de energia possuem disjuntores que desarmam em caso de sobrecarga, evitando qualquer tipo de contato manual do trabalhador.

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INFLAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL BATE RECORDE EM JUNHO

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) aumentou 2,46% em junho. É o maior índice da série iniciada em 2013. O acumulado no ano é de 11,38% e, nos últimos 12 meses, de 20,92%.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.387,73 em maio para R$ 1.421,87 em junho, sendo R$ 829,19 relativos aos materiais e R$ 592,68 à mão de obra. A mão de obra teve alta de 2,60%. Já os materiais de construção subiram 2,36%.

Os custos regionais, por metro quadrado, estão assim:

R$ 1.493,35 (Sul)
R$ 1.482,71 (Sudeste)
R$ 1.382,99 (Norte)
R$ 1.379,39 (Centro-Oeste).
R$ 1.343,47 (Nordeste)

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JORNAL NACIONAL MOSTRA A INFLAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Alta de materiais impacta preço da construção de imóveis

O índice de inflação da construção civil chegou a 16,88% nos últimos 12 meses, o maior nível em 18 anos.

A inflação da construção civil é a maior em 18 anos no Brasil.

O encaixe das pedras portuguesas na calçada dá o retoque final ao projeto, mas a maior pedra no caminho dessa obra foi, sem dúvida, a inflação.

O engenheiro Fábio Santos recebeu o apartamento com sala, varanda, dois quartos exatamente como previsto na planta em 2019. Só que o porcelanato do piso e outros acabamentos foram trocados para viabilizar o negócio.

“Tem uns materiais que a gente colocou, mudou certas marcas, diversificou para tentar não chegar a onerar tanto o preço do apartamento”, conta.

O dono da empreiteira informou que durante a construção, na Zona Oeste do Rio, o saco de cimento aumentou 40%, o concreto subiu 12% e o alumínio para as esquadrias ficou 51% mais caro.

“Isso impacta no orçamento de todo mundo e impacta no preço do imóvel que vai subir de preço, está subindo o preço dos imóveis. Então não é bom para ninguém”, diz Joao Batista de Andrade, empresário da construção civil.

Depois de dois anos em obras, o prédio deve ser entregue nos próximos 40 dias. Com a disparada de preços durante a pandemia, os proprietários negociaram a compra de revestimentos, metais e outros acabamentos com a construtora. Tudo para reduzir o impacto do INCC, o índice de inflação da construção civil, que nos últimos 12 meses chegou a 16,88%. Desde outubro de 2003, esse índice não subia tanto.

O INCC acelerou ainda mais nos últimos meses. Em abril, materiais, equipamentos e serviços foram os que mais pressionaram, e o aumento foi de 0,9%. Em maio, produtos de ferro e aço utilizados na estrutura fizeram o INCC ficar acima de 2%. Em junho, o custo da mão de obra puxou ainda mais o índice.

O arquiteto Sylvio Pinheiro, consultor e gestor de obras, diz que a tendência de alta deve se manter nos próximos meses e pode tornar mais lenta a retomada do setor da construção.

“Tem um ambiente externo que faz com que os preços aumentem por conta da demanda externa. O valor do dólar, que está muito alto, faz com que a nossa indústria faça sentido exportar e não manter o mercado interno. E tem um aquecimento do mercado interno. Isso cria essa tempestade perfeita”, explica.

Ao pegar as chaves do apartamento, Fábio reagiu com inegável satisfação. Afinal, ele acabou pagando 12% a mais que o valor do apartamento na planta. Mas, por outro lado, a valorização do imóvel foi ainda maior.

“Para mim pelo menos valeu a pena ainda o investimento. O imóvel valorizou”, afirma.

Fonte: G1